Vista aérea da destruição na cidade de Gaza, em 11 de outubro de 2025 (AFP)
Repórter
Publicado em 18 de janeiro de 2026 às 14h12.
Os integrantes do Conselho de Paz da Faixa de Gaza, anunciado no sábado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terão mandato de três anos. No entanto, se contribuírem com US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo terão o cargo de forma vitalícia, segundo informações de agências de notícias.
Lula foi convidado por Trump para integrar o conselho, mas o governo brasileiro ainda não deu resposta oficial.
Os Estados Unidos devem anunciar a lista oficial de membros nos próximos dias, provavelmente durante a reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
A estrutura do órgão está sendo encaminhada a cerca de 60 países em um documento preliminar, que determina que cada Estado‑membro terá mandato de no máximo três anos a partir da entrada em vigor da Carta, com possibilidade de renovação pelo presidente americano.
O texto ressalta que a limitação de três anos não se aplicará aos países que aportarem mais de US$ 1 bilhão no primeiro ano de funcionamento.
A proposta tem despertado questionamentos internacionais, sobretudo pela ausência de representantes palestinos no núcleo decisório e pelo protagonismo direto dos Estados Unidos na condução do conselho.
Além de Lula, o convite para integrar o órgão foi estendido a presidentes e outros líderes internacionais, entre eles Recep Tayyip Erdogan, da Turquia; Javier Milei, da Argentina; e Nayib Bukele, de El Salvador, segundo o governo americano.
O Conselho de Paz faz parte de uma nova fase do plano apresentado por Washington para a Faixa de Gaza, destinado à reconstrução do território e à definição de um modelo de governança após o conflito entre Israel e o Hamas.
Ao menos outros quatro países informaram neste domingo que os Estados Unidos os convidaram a integrar o Conselho de Paz, segundo informações da AP.
Jordânia, Grécia, Chipre e Paquistão afirmaram ter recebido convites para integrar o conselho. Canadá, Turquia, Egito, Paraguai, Argentina e Albânia já haviam informado que também foram convidados. Ainda não está claro quantos países, ao todo, receberam o convite.