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Trump processa JPMorgan e o CEO Jamie Dimon em US$ 5 bilhões

Advogado do presidente dos EUA diz que maior banco do país encerrou contas do clã do republicano de forma unilateral

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 15h32.

O presidente Donald Trump está processando o JPMorgan Chase e seu CEO, Jamie Dimon, em US$ 5 bilhões, numa ação que acusa a instituição financeira de excluí-lo de suas contas bancárias por motivos políticos.

O advogado do presidente, Alejandro Brito, entrou com a ação na manhã de quinta-feira em um tribunal estadual da Flórida, em Miami, em nome do presidente e de várias de suas empresas do setor hoteleiro.

Brito cita o código de conduta do JPMorgan, que afirma que o banco opera "com o mais alto nível de integridade e conduta ética".

"Estabelecemos altas expectativas e nos responsabilizamos por elas. Fazemos o que é certo — não necessariamente o que é fácil ou conveniente. Cumprimos a letra e o espírito das leis e regulamentos em todos os lugares onde atuamos e temos tolerância zero para comportamentos antiéticos", afirma a ação, citando o código de conduta do banco.

"Apesar de alegar prezar esses princípios, o JPMorgan Chase os violou ao encerrar unilateralmente — e sem aviso prévio ou reparação — diversas contas bancárias do autor", alega a ação.

O processo

Um porta-voz disse do banco à Fox News: "Embora lamentemos que o presidente Trump tenha nos processado, acreditamos que o processo não tem fundamento. Respeitamos o direito do presidente de nos processar e o nosso direito de nos defendermos – é para isso que servem os tribunais", disse. O porta-voz continuou: "O JPMorgan Chase não fecha contas por motivos políticos ou religiosos. Fechamos contas porque elas criam riscos legais ou regulatórios para a empresa. Lamentamos ter que fazer isso, mas muitas vezes as regras e as expectativas regulatórias nos levam a essa situação."

Trump era cliente do JPMorgan há décadas, e ele e suas entidades afiliadas "transacionaram centenas de milhões de dólares" por meio do JPMorgan Chase, de acordo com o processo.

O advogado de Trump afirmou que 19 de fevereiro de 2021 foi o dia que "alterou para sempre a dinâmica do relacionamento entre as partes", quando o banco, supostamente "sem aviso prévio ou provocação", notificou Trump e suas entidades de que diversas contas bancárias que eles controlavam, das quais eram beneficiários e que utilizavam ativamente para transações, "seriam encerradas apenas dois meses depois, em 19 de abril de 2021".

CEO do JP Morgan diz que teto de cartão nos EUA seria 'desastre econômico'

CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, criticou a proposta do presidente Donald Trump para limitar em 10% os juros cobrados em cartões de crédito, sugerindo que a ideia fosse testada apenas em dois estados americanos: Vermont e Massachusetts.

A declaração foi feita durante painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, nesta quarta-feira, 21. Dimon respondia a uma pergunta sobre a ordem dada por Trump, dias antes, pedindo que bancos limitassem voluntariamente as taxas de juros por um ano. A sugestão do republicano era de que o novo teto entrasse em vigor já na terça-feira.

“Seria um desastre econômico”, disse Dimon. Segundo o executivo, um limite artificial nas taxas reduziria drasticamente a oferta de crédito para cerca de 80% da população.

Diante do impasse político, Dimon sugeriu uma disse ser uma “ótima ideia”: aplicar o teto de 10% exclusivamente nos estados de Vermont e Massachusetts. Os dois estados são redutos dos senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren, apoiadores do projeto que propõe o limite nas taxas por cinco anos. Dimon não citou os nomes dos parlamentares.

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