Repórter
Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 15h57.
Última atualização em 12 de janeiro de 2026 às 15h59.
O mercado não reagiu bem ao anúncio da saída de Dolf van den Brink como CEO da Heineken. Os papéis da cervejaria holandesa caíram 4,1% no pregão desta segunda-feira. Nos últimos seis meses, a desvalorização foi de 11%.
Dolf van den Brink renunciou nesta segunda-feira após seis anos à frente da cervejaria e apenas alguns meses depois de definir sua nova estratégia, num momento em que o setor enfrenta desafios para aumentar o consumo de cerveja.
Van den Brink assumiu o comando da segunda maior fabricante de cerveja do mundo em junho de 2020, no auge da pandemia de COVID-19, e desde então liderou um período turbulento, marcado por forte inflação de custos e queda nas vendas, o que impactou margens e ações da empresa.
Ao anunciar sua saída inesperada, o conselho informou que iniciará a busca por um sucessor para liderar a fabricante da cerveja Heineken, além de marcas como Tiger e Amstel.
Segundo a Reuters, Van den Brink, que deixará o cargo em 31 de maio, concordou em permanecer disponível como consultor por oito meses a partir de junho.
Ele e o presidente do conselho de supervisão, Peter Wennink, afirmaram que "este é o momento certo para a Heineken nomear uma nova liderança". A empresa definiu uma nova estratégia para o período até 2030 em outubro.
“A Heineken chegou a um estágio em que uma transição na liderança será a melhor forma de executar suas ambições de longo prazo”, disse van den Brink no comunicado, acrescentando que continuará totalmente focado na implementação dessa estratégia até sua saída.
A EXAME entrou em contato com a Heineken do Brasil, mas ainda não obteve resposta. A reportagem será atualizada assim que a empresa enviar um posicionamento.