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Tecnologia

O próximo passo da Starlink no Brasil passa pelo seu celular

Empresa de Elon Musk quer ampliar autorização para oferecer conexão direta entre satélites e smartphones; Anatel abre consulta pública sobre o tema

Starlink, empresa de Elon Musk (Odd Andersen/AFP)
Starlink, empresa de Elon Musk (Odd Andersen/AFP)
Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Publicado em 16 de julho de 2026 às 08:00.

Última atualização em 16 de julho de 2026 às 16:23.

A possibilidade de celulares se conectarem diretamente a satélites, sem depender de torres de telefonia, está mais próxima de chegar ao Brasil. Na última semana, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) abriu consulta pública sobre um pedido da Starlink, empresa de Elon Musk, para ampliar a autorização de uso de radiofrequências e viabilizar no país os serviços de comunicação direta entre satélites e smartphones, tecnologia conhecida como Direct-to-Device (D2D).

O debate ganha força em um momento em que a tecnologia começa a mostrar aplicações práticas ao redor do mundo, principalmente em situações de emergência. Nos terremotos que atingiram a Venezuela recentemente, por exemplo, a Starlink enviou mais de 1,6 mil kits para apoiar as operações de resposta, forneceu acesso gratuito à internet para famílias afetadas e permitiu que pessoas enviassem mensagens de texto diretamente por satélite em áreas onde a infraestrutura de telecomunicações havia sido comprometida. Os equipamentos também foram usados para restabelecer a conectividade de torres de telefonia danificadas.

A atuação se soma a outras iniciativas recentes da empresa. Em 2024, durante as enchentes no Rio Grande do Sul, a Starlink também disponibilizou equipamentos e acesso gratuito à internet para apoiar equipes de resgate e serviços essenciais.

Apesar da consulta pública, a discussão não envolve o lançamento de novos satélites. A Starlink já possui autorização para operar quase 12 mil satélites no Brasil. A consulta aberta pelo regulador discutirá as condições de uso da faixa S de frequência e quanto do espectro poderá ser destinado a esse tipo de serviço.

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Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Jornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pelas redações de Veja, onde foi editor da coluna Radar Econômico, e CMA. Contato em pedro-b.gil@exame.com

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