Logo Exame.com
Tecnologia

Grupo Leste entra em data center de US$ 1,75 bilhão nos EUA

Gestora participa do empreendimento com a Harrison Street e oferecerá a investidores brasileiros acesso à operação, que já tem contrato de locação por 15 anos

Stephan de Sabrit, managing partner e Guilherme Loiacono, sócio e diretor comercial do Grupo Leste (Grupo Leste/Divulgação)
Stephan de Sabrit, managing partner e Guilherme Loiacono, sócio e diretor comercial do Grupo Leste (Grupo Leste/Divulgação)
Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Publicado em 8 de outubro de 2026 às 09:00.

RESUMO +

O Grupo Leste, gestora brasileira de investimentos alternativos, participa como coinvestidor de um projeto de data centers de US$ 1,75 bilhão em Ohio, nos Estados Unidos, apurou a publicação EXAME Insight. Desenvolvido com a gestora americana Harrison Street, o campus terá quatro edifícios, capacidade de 324 MW e contrato de locação de 15 anos. A conclusão é prevista em quatro anos.

O Grupo Leste, gestora brasileira de investimentos alternativos com mais de US$ 4,5 bilhões no portfólio, participa como coinvestidor de um projeto de data centers de US$ 1,75 bilhão em Ohio, nos Estados Unidos, apurou o EXAME Insight.

Desenvolvido em parceria com a gestora americana Harrison Street, o campus terá quatro edifícios e capacidade total de 324 megawatts (MW). Toda a área já está locada para uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, em um contrato de 15 anos.

A operação prevê US$ 400 milhões em capital próprio, majoritariamente de investidores institucionais americanos. Uma parcela será oferecida à base de investidores brasileiros do Leste por meio de um fundo dedicado ao projeto, com aporte mínimo de US$ 2,5 milhões.

O horizonte estimado do investimento é de quatro anos, período previsto para a construção do campus. A estratégia é vender o empreendimento a um investidor institucional americano depois de concluído e em operação, já gerando receita de aluguel.

Contrato assinado

A empresa que ocupará o complexo não teve o nome revelado. No mercado, a estimativa é que a locatária seja a Nvidia, fabricante de chips que vem ampliando sua atuação no financiamento e na viabilização de infraestrutura para inteligência artificial.

Em agosto, a Nvidia concordou em destinar até US$ 105 bilhões para viabilizar outro complexo de data centers em Ohio, que será alugado pela OpenAI. Localizado no condado de Pike, o projeto prevê até 8 gigawatts de capacidade, com os primeiros 800 MW programados para entrar em operação até 2028. A instalação será construída e operada pela SB Energy, empresa apoiada pelo SoftBank.

A incorporação ficará a cargo da Panattoni, empresa especializada no desenvolvimento de imóveis industriais e de infraestrutura. A companhia já entregou mais de 90 projetos para a mesma empresa de tecnologia que ocupará o campus, segundo interlocutores. Os quatro edifícios somarão aproximadamente 81 mil metros quadrados e seguirão o modelo powered shell, no qual as estruturas são preparadas para receber os equipamentos e a infraestrutura tecnológica do ocupante.

Tese do negócio

A tese do investimento combina a demanda por capacidade computacional, impulsionada pela inteligência artificial e pela computação em nuvem, com um contrato de locação de longo prazo. A disponibilidade de energia e a baixa vacância de imóveis desse tipo na região também estão entre os fundamentos considerados pelos investidores.

Para o Leste, a operação amplia o acesso de sua base brasileira ao mercado imobiliário ligado à infraestrutura digital americana. A participação se concentra no desenvolvimento do imóvel que abrigará o data center, com a receita de aluguel contratada e a venda do ativo como estratégia de saída.

'Perguntas frequentes'

Qual é o valor do projeto de data centers em Ohio? +

O projeto de data centers em Ohio está avaliado em US$ 1,75 bilhão. O campus terá quatro edifícios, cerca de 81 mil metros quadrados e capacidade total de 324 megawatts.

Qual será a participação do Grupo Leste no projeto? +

O Grupo Leste participa como coinvestidor e oferecerá parte do investimento à sua base brasileira por meio de um fundo dedicado ao projeto. O aporte mínimo será de US$ 2,5 milhões.

Qual empresa ocupará o campus de data centers? +

O nome da empresa de tecnologia que ocupará o complexo não foi revelado. No mercado, a estimativa é que a locatária seja a fabricante de chips Nvidia, mas essa informação não foi confirmada.

Como será financiada a construção do campus? +

A operação prevê US$ 400 milhões em capital próprio, aportado majoritariamente por investidores institucionais americanos. Uma parcela será destinada aos investidores brasileiros do Grupo Leste.

Qual é o prazo e a estratégia de saída do investimento? +

O horizonte estimado é de quatro anos, período previsto para a construção do campus. Após a conclusão e o início da receita de aluguel, a estratégia é vender o empreendimento a um investidor institucional americano.

Por que o projeto de data centers é considerado atrativo? +

A tese combina a demanda por capacidade computacional, impulsionada pela inteligência artificial e pela computação em nuvem, com um contrato de locação de 15 anos. A disponibilidade de energia e a baixa vacância desse tipo de imóvel na região também sustentam o investimento.

Para quem decide. Por quem decide.

Saiba antes. Receba o Insight no seu email

Li e concordo com os Termos de Uso e Política de Privacidade

Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Jornalista com experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pela redação de Veja, onde foi editor da coluna Radar Econômico. Contato em pedro-b.gil@exame.com

Continua após a publicidade
Em disputa com ChatGPT, Google abre nova frente de publicidade com anúncios em IA no Brasil

Em disputa com ChatGPT, Google abre nova frente de publicidade com anúncios em IA no Brasil

Enquanto Apple e Amazon disputam casas inteligentes, nem as geladeiras escapam de ciberataques

Enquanto Apple e Amazon disputam casas inteligentes, nem as geladeiras escapam de ciberataques